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Não sei se é do Natal ou se é de mim ou até se é dos dois mas tenho me lembrado do “somos a primeira pessoa do plural” do José Luís Peixoto (conheci-o na Bertrand na segunda-feira e ele veio confirmar que “debaixo da roupa estamos todos nus” e que debaixo das tatuagens e dos piercings está uma homem doce e afável, tão simpático que até emociona!): “Estamos tão perto uns dos outros. Não há nenhum motivo para acreditarmos que ganhamos se os outros perderem. Os outros não são outros porque levam muito daquilo que nos pertence e que só pode existir sendo levado por eles. Eles definem-nos tanto quanto nós os definimos a eles. Eles são nós. Eles somos nós. Se tivermos essa consciência, podemos usar todo o seu tamanho. Mesmo que pudéssemos existir sozinhos, de olhos fechados, com os ouvidos tapados, seríamos já bastante grandes, mas existe algo muito maior do que nós. Fazemos parte dessa imensidão. Somos essa imensidão que, vista daqui, parece infinita.”.

Neste tempo mágico de frio e luzes e Jesus a chegar nunca é de mais lembrar que “existe algo muito maior do que nós”, infinito!

Merry Christmas

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